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segunda-feira, 15 de março de 2010

Once upon a time...


Well, dears, estou na aula de criação e produção gráfica. Minha professora está de licença maternidade e outro professor está dando a aula.

Estávamos eu e meu namorado caminhando após uma palestra em que o próprio palestrante dissera: trabalhe seu relacionamento para você e seu parceiro/parceira serem felizes. Lembrando-me dele, perguntei a essa pessoa que segurava minha mão: "Nós seremos felizes?", Ele responde: "Não". Por segundos perco a fala, meu coração parece não existir mais, minhas pálpebras se paralizam. Notando minha reação, ele olha pra mim e dá um sorriso, que na hora foi a situação mais enigmática para desvendar. Em seguida fala: "Nós já somos".

Em um suspiro eu inteiramente me acalmo e o coração que parecia paralizado diz: te amo, seu bobão.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Todas as estrelas acabam caindo. Mas uma estrela é apenas uma pequenina centelha do grande facho de luz que há no céu.

O último post foi um tanto sem explicações, uh?

Bom, são partes de uma história maravilhosa que o Jostein Gaarder escreveu: Através do Espelho.

Estou agora na última aula de Informática aplicada à comunicação, já apresentei meu site, entreguei as artes gráficas e meu celular está na tomada carregando.

E há menos de cinco minutos terminei de ler esse livro. Oh, meu Deus!

Ele fala de uma menininha, Cecília, que tem uma doença que, como ela diz, "não conto nem aos anjos!". Ela não pode sair da cama, passa todos os seus dias ali, quietinha. Mas um dia ela abre os olhos e vê uma criancinha sem cabelos, com olhos azuis de safira, vestida de branco no parapeito da sua janela, balançando suas perninhas. Cecília decide chamá-lo ele, quem é o anjo Ariel.

Todas as páginas do livro giram em torno das conversas entre Cecília e o anjo. Ele tem muita curiosidade em saber como é ser de carne e osso, ter sentimentos, possuir os 5 ou 6 sentidos. Ela, então, pergunta a Ariel sobre as coisas do céu.

Como este é o meu blog e eu estou emocionada sobre o final, realmente vou falar o final da história.

Após o anjo levar Cecília para andar de tobogã na neve (é Natal, e ela quis porque quis ganhar esquis e um tobogã, e ficava brava quando sua mãe perguntava se não queria algo para brincar na cama), deitou-a na cama. Seus familiares vieram. Ela sentiu-se cansada e disse: "Vou dormir um pouco. Tchau pra vocês.".

E então a página que me fez chorar aqui no meio de todo mundo:

"Os dois olharam para a cama. Cecília não achou nem um pouco estranho ver a si mesma ali deitada, com seu cabelo loiro espalhado pelo travesseiro. Sobre o alcochoado cor-de-rosa, tinham posto a velha estrela de Natal.

- Concordo que sou bonita quando estou dormindo. - disse ela.

Ariel a abraçava bem apertado. Olhou para ela e disse: - Sentada aqui você parece ainda mais bonita.

- Mas isso eu não posso ver, porque agora estou do outro lado do espelho.

Assim que Cecília disse isso, Ariel soltou sua mão.

- Você parece uma esplêndida borboleta que voou da mão de Deus.

Então, foi maravilhosa essa história. Porque é maravilhosa e também porque estou agora exatamente na época do Natal."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Através do espelho


- Sabe como é, não tenho certeza se acredito em anjos.

Ele fez um gesto de desprezo.

- Acho que não precisamos ficar jogando esse tipo de joguinho. Imagine se eu dissesse que não tenho bem certeza se acredito em você. Seria impossível provar qual de nós dois estava certo.

*

* *

- Você tem certeza mesmo de que é um anjo?

- Já lhe disse que os anjos nunca mentem.

- Mas se por acaso você estiver mentindo, então você não é um anjo, portanto, você poderia estar mentindo.

Ele deu um suspiro profundo.

- Ah, como é complicada essa sua desconfiança!

*

* *

- Se os seres humanos tivessem surgido como frutinhas num galho, você também perguntaria por quê. Seja qual for a maneira como algo acontece, sempre poderia ser muito diferente.

*

* *

- Assim como o céu se espelha no mar, também Deus pode se espelhar num par de olhos humanos. Pois os olhos são o espelho da alma, e Deus é capaz de se refletir numa alma humana.


Jostein Gaarder

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reminiscências Infanto-juvenis


A partir dos meus 10 anos eu passei a ter paixões por livros e música, e assim eu tive fases, o que todo mundo tem. Fico feliz quando revejo algo que eu gostava muito. Dou risada de coisas que eu gostava, algumas ainda curto muito. Vejamos...


1. Comecei com o óbvio: Saga Harry Potter



A Pedra filosofal eu li em uma semana! E fiquei sedenta por mais. Em seguida criei sites com conteúdos sobre os livros e os filmes. Lia, lia e não parava mais! :D Lembro que ficava com o livro até às 2, 3h da madrugada lendo... Até que meus olhos vencessem a discussão com a minha vontade. De manhã eu trazia o livro junto à mesa do café e alternava um parágrafo com um gole do Nescau.


Como os livros demoravam um pouco para serem lançados eu fui crescendo... Aí já não tive mais paciência de ler todo o quinto livro. No entanto, em 2007 eu reli o primeiro e li Animais Fantásticos e onde habitam e Quadribol através dos séculos. Ambos foram escritos pela J. K. Rolling, mas ela usa os pseudônimos dos autores dos livros curriculares de Hogwarts. São bem fininhos e recomendo a quem quiser ler!


2. The Cure


Ah! Essa foi e é a banda que mais gosto até hoje! Conheci eles quando eu tinha 12-13 anos, com um vídeo da single do álbum de 2004: The End of the World. Só que, detalhe: o computador que eu usava não tinha placa de som! Mas eu simplesmente me apaixonei pelos jeitos do Robert e por aquela maçã congelada! Hahaha! Depois de uma semana vendo o clipe (sem som... hahaha) consegui ouvir a música. E gostei! Na verdade, eu amei. Repeat era direto.

Esse é o link pro clipe dessa música, é ótima!:

http://www.youtube.com/watch?v=oCjQN7mQAzI


Aí foi, né... Quem tem banda favorita sabe como é. Baixei toda a discografia, montes de imagens da banda, vasculhava sobre a vida deles... É bom.

Mas The Cure tem duas fases que se alternam, uma sombria e outra alegre. Basta ouvir Mint Car (que diz: estou tão feliz que eu poderia gritar! E não há outro lugar que eu queria estar) e Charlotte Sometimes (noite após noite ela se deita sozinha na cama, seus olhos tão abertos para o escuro). Claro, como fã eu sei que essa segunda música foi inspirada no livro Charlotte Sometimes de Penélope Farmer. Mas todo o álbum Pornography tem esse tema assim. Tanto que (chega de causos, sua addicted!), eles fizeram uma turnê, a Trilogy, na qual tocaram três álbuns e um deles era Pornography, e o baixista, que não estava na banda nas décadas de 80-90, quando os álbuns foram compostos, disse à imprensa que se sentia mal depois dos shows.
Maaas, tem vááárias outras músicas maravilhosas!

E, aproveitando o espaço e a oportunidade que meus amigos da imprensa me dão aqui neste canal (chega!), deixo minha insatisfação por o último show do Cure no Brasil ter sido quando eu ainda não sabia nem ler.


3. J-rock


Hahahah! Ta certo que eu realmente não curto mais rock japonês, mas lembrar é viver.


Bem, essa foi uma mega febre que as pessoas que queriam curtir bandas estilosas e desconhecidas da população tiveram. Incluindo eu.

Quis até aprender japonês!

Até hoje eu adoro os looks das japonezinhas (e dos japoneses vestidos de menininhas). Imagine um visual Lolita. Fácil, né? Pois é, lá em 1990 (acho e não quero ir até a Wikipédia conferir) um tal de Mana-sama criou o Gothic Lolita – uma Lolita amadinha toda de preto e com cruzes etc. O Mana é o supra-sumo (supra-sama :$) da música japonesa. Ele começou (com fama) com o Malice Mizer (lê-se Marisu Mizero), um som pesadinho, com letras estilo gothic mesmo, e fez muito sucesso. Principalmente por causa do visual. Coloque Mana-sama no Google e veja que amado que ele é. (haahaha, mega teaser! Você com certeza levará um susto com esse homem! ahhahahah)

Bem, encerrando a proza, uma outra banda que eu gostava muito de J-rock é Dir en Grey (lê-se diru an gurei). Eles são super moderninhos e nem sei que fim o Kyo (vocal) e todo o resto levaram.

Algumas bandas que ainda me lembro:
- Malice Mizer
- Dir en Grey
- Antiqué Café
- Miyavi (é um cara só que se acha muito! Ahhahaa)
- Kagrra
- Fake? (o primeiro nome de banda que vi que é uma pergunta)
- Mucc (essa eu ainda recomendo)


A imagem é do Miyavi, pra deixar o teaser do que é o Mana-sama.


Okay, minha intenção era falar sobre muito mais coisas que fizeram parte da minha infância-adolescência, mas devido à minha incessante fala pararei por aqui.
Como eu dizia em alguma época remota, Bloody Kisses.


Hahahaa! (depois de anos a gente ri...!)

domingo, 15 de novembro de 2009

Hahaha, Hohoho e um par de Tralala é como a gente ri o dia todo na maravilhosa terra de Oz



Já pensei “como seria bom estar em um lugar longe daqui” e do mesmo modo já estive longe daqui. Minha terra é pequena e tem gente conhecida, alegre e acolhedora, mas ela não é o assunto escolhido nas falas das pessoas. Do cotidiano dos habitantes sim, é. Porém, dos sonhos deles não é a pauta, das reportagens não é o tema. Aquele pensamento é com certeza presente na vida de muitos.

Como na vida de Dorothy, a menininha moradora de uma fazenda e que tem apenas o seu tio, a sua tia, três amigos e um cachorrinho, Totó, na história O Mágico de Oz. Na história de minha vida, cresci tendo perto pai, mãe e um segundo pai. Acostumei-me a essa realidade da pequena cidade, dos contatos próximos, dos lugares repetidamente visitados e quis ir além. Dorothy queria ir além do arco-íris, e acabou na terra do mágico Oz, eu além daqui, e fui aos treze anos, que pode ser também a idade de Dorothy, para a América do Norte: Vancouver-Canadá. Conhecer o novo é maravilhoso! Mas os mais de trinta dias que fiquei do outro lado sul-norte do mundo me deram um conhecimento ainda maior: não importa o que eu veja, não importa o que eu pense de novo e faça, meu coração é o mesmo. E como um imutável coração molenga, ele precisava ao seu lado aquelas poucas pessoas que vejo todos os dias.

O maravilhoso – muito mais que o maravilhoso mágico de Oz – que aconteceu na minha e na vida de Dorothy foi a experiência. Não é possível dimensionar e de fato enxergar o que há de mais importante na nossa vida sem sentirmos falta dele. Não é preciso ter um amigo de lata, um de palha e um que é leão, bastam três pessoas comuns que nos amem bastante. Embora toda a terra de Oz aclamasse Dorothy como uma heroína, o que ela queria era estar com os seus. Agora, quero continuar conhecendo sempre mais além do arco-íris, mas cada dia que eu acordar no mesmo lugar quero pensar que a felicidade nasceu ali comigo. Como Dorothy diz: não há lugar melhor que a nossa casa.